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Estranho mundo este, em que nos maravilhamos por existirem pessoas que entram na nossa vida e não nos usam ou manipulam, que nos apreciam num todo, aceitando os defeitos e enaltecendo as qualidades, que estão presentes quando adoecemos ou simplesmente esmorecemos – não é o desânimo uma doença da alma? – que sentem as nossas dores e se orgulham dos nossos feitos como se fossem seus.
Que estranho mundo este em que nos surpreendemos quando alguém se indigna em silêncio, sem frases feitas e impropérios, sem julgar, condenar, ridicularizar ou apregoar conselhos quase sempre supérfluos, mas simplesmente arregaçando as mangas e fazendo o que pode – e o que tantas vezes não pode… - para ajudar a resolver a situação.
Estranho mundo este em que, quando nos cruzamos com alguém que apenas quer ajudar, desconfiamos, mantemo-nos alerta como que esperando a falha que há-de chegar e quando ela chega - porque chega, algum dia falhamos, somos humanos, imperfeitamente humanos - arrogamo-nos o estatuto de clarividentes enquanto nos apressamos a encolher os ombros num eu sabia que apregoa a nossa sapiência e atesta a superioridade de quem vive com a certeza de que nunca daria um passo em falso.
Que estranho mundo este onde vivemos, em que os arco-íris passam despercebidos…